terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
nada fazer
Eu poderia escrever diversas linhas inspirada pela música que ouço e pelo momento que atravesso. Dividir ideias, tentar estabelecer uma ordem para o que acontece dentro de mim. Ou poderia simplesmente deitar minha cabeça em teu peito e deixar o tempo passar como se nada mais existisse... Acho que prefiro a segunda opção. Só falta você aqui...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
desabafo
Muito rapidamente voltei atrás no tempo e tentei lembrar de coisas das quais eu tenha me arrependido. Nos 10 minutos que fiquei pensando não consegui me lembrar de nenhuma (detalhe: minha memória é péssima para coisas ruins...). Mas, por certo já me arrependi de alguma(s) coisa(s) na vida.
Hoje algumas fichas estão caindo. Por conta disso, encarei de frente uma decisão errada que tomei no trabalho; me arrependi redondamente de ter acreditado em alguém. Ok, tudo bem, nem sempre a gente acerta (falado meio que da boca prá fora). Mas ainda não deu prá virar a página, pois o trabalho simplesmente não termina e há meses tenho convivido com esse arrependimento. Há dinheiro envolvido, não dá simplesmente para falar "segue seu rumo que eu sigo o meu". Uma bosta.
Mais uma lição; tomara que eu tenha aprendido.
Hoje algumas fichas estão caindo. Por conta disso, encarei de frente uma decisão errada que tomei no trabalho; me arrependi redondamente de ter acreditado em alguém. Ok, tudo bem, nem sempre a gente acerta (falado meio que da boca prá fora). Mas ainda não deu prá virar a página, pois o trabalho simplesmente não termina e há meses tenho convivido com esse arrependimento. Há dinheiro envolvido, não dá simplesmente para falar "segue seu rumo que eu sigo o meu". Uma bosta.
Mais uma lição; tomara que eu tenha aprendido.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
sou só eu?
Se tem uma coisa que eu gosto na vida é gargalhar! Sábado passado minha mãe me fez chorar de rir quando me imitou nos momentos em que vejo coisas sem noção na TV. Eu fiz um comentário sobre algo nada a ver (que eu nem me lembro o que era) e ela logo em seguida disse "fala sério!", uma frase que sai direto da minha boca. Eu ri. Nem um minuto depois ela disse "mas não é? ou sou só eu?". Daí não aguentei e tive um dos meus ataques de riso. Delícia! Além da gargalhada, me vi pelos olhos da minha mãe e escutei frases que vivo dizendo.
À parte o momento divertido, confirmou-se a pessoa questionadora que vos escreve e também outra coisa, não muito agradável: que existem muitas coisas e pessoas "sem noção" atualmente.
Isso que escrevi acima me veio à cabeça quando estava me questionando sobre outra coisa: as redes de relacionamento. Faço parte do Facebook, tenho Twitter mais para seguir do que para falar, mas ainda não "peguei" o segredo da coisa. Ou, ao contrário, vai ver que peguei... Acho interessante ter as pessoas que gosto ali no Facebook e é bem prático mandar recados por ali sabendo que todos que me interessam vão ler o que escrevi. Mas vejo uma disputa (sem noção) de algumas pessoas por "amigos" - Ah! Nossa! Fulana tem 573 amigos no Facebook (mais não sei quantos no Orkut). Uau! Ciclano tem 987 amigos! Ele é o cara!
Algo bonito nisso é a prova de que tudo na vida é relativo - sucesso, felicidade, realização - o que implica em diferentes pontos de vista e numa diversidade que ensina. Mas há casos em que é absurdamente nítido que se está vivendo pelos valores dos outros. Essa é a parte triste. Há muitas pessoas que não se perguntam - com sinceridade - o que é que elas querem realmente. Se jogam sem pensar em uma vida de ilusões e, não raro, caem de cara no asfalto duro e áspero (como disse certa vez uma pessoa que conheço...). Às vezes me pergunto se não sou "pé no chão" demais, prática demais, realista demais. Mas, analisando minha vida, vejo que sou feliz assim. Há muitas pessoas que me conhecem e que nem sequer fazem ideia do quão longe minha imaginação vai (e ela pode ir mais além ainda!). Só que eu sempre tenho um pé amarrado no chão, para saber exatamente onde estou, de onde saí e para onde vou voltar.
Nessas, descobri uma outra rede de relacionamentos, chamada YuBliss. Fazia tempo que havia lido sobre ela (nem me lembro onde) e hoje resolvi fazer meu cadastro. Afinal, ela faz a propaganda de ser "a rede social de gente que pensa" e isso me interessou. Logo ao fazer o cadastro sou levada à minha página principal e me deparo com um contador com a seguinte palavra abaixo: prestígio...
À parte o momento divertido, confirmou-se a pessoa questionadora que vos escreve e também outra coisa, não muito agradável: que existem muitas coisas e pessoas "sem noção" atualmente.
Isso que escrevi acima me veio à cabeça quando estava me questionando sobre outra coisa: as redes de relacionamento. Faço parte do Facebook, tenho Twitter mais para seguir do que para falar, mas ainda não "peguei" o segredo da coisa. Ou, ao contrário, vai ver que peguei... Acho interessante ter as pessoas que gosto ali no Facebook e é bem prático mandar recados por ali sabendo que todos que me interessam vão ler o que escrevi. Mas vejo uma disputa (sem noção) de algumas pessoas por "amigos" - Ah! Nossa! Fulana tem 573 amigos no Facebook (mais não sei quantos no Orkut). Uau! Ciclano tem 987 amigos! Ele é o cara!
Algo bonito nisso é a prova de que tudo na vida é relativo - sucesso, felicidade, realização - o que implica em diferentes pontos de vista e numa diversidade que ensina. Mas há casos em que é absurdamente nítido que se está vivendo pelos valores dos outros. Essa é a parte triste. Há muitas pessoas que não se perguntam - com sinceridade - o que é que elas querem realmente. Se jogam sem pensar em uma vida de ilusões e, não raro, caem de cara no asfalto duro e áspero (como disse certa vez uma pessoa que conheço...). Às vezes me pergunto se não sou "pé no chão" demais, prática demais, realista demais. Mas, analisando minha vida, vejo que sou feliz assim. Há muitas pessoas que me conhecem e que nem sequer fazem ideia do quão longe minha imaginação vai (e ela pode ir mais além ainda!). Só que eu sempre tenho um pé amarrado no chão, para saber exatamente onde estou, de onde saí e para onde vou voltar.
Nessas, descobri uma outra rede de relacionamentos, chamada YuBliss. Fazia tempo que havia lido sobre ela (nem me lembro onde) e hoje resolvi fazer meu cadastro. Afinal, ela faz a propaganda de ser "a rede social de gente que pensa" e isso me interessou. Logo ao fazer o cadastro sou levada à minha página principal e me deparo com um contador com a seguinte palavra abaixo: prestígio...
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
tudo depende...
... do modo como você vê as coisas.
Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Deus, por sua vez, lhe deu um cacto e uma larva.
Uma prova de que aquilo que existe dentro de nosso coração é o que faz da nossa vida um paraíso ou um inferno é a interpretação de cada um para a maravilhosa frase acima...
Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Deus, por sua vez, lhe deu um cacto e uma larva.
Uma prova de que aquilo que existe dentro de nosso coração é o que faz da nossa vida um paraíso ou um inferno é a interpretação de cada um para a maravilhosa frase acima...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
paraíso ou inferno
A alegria não reside no fato de mudar de uma casa pequena para uma grande, de trocar um carro velho por um novo, ou deixar o campo pela cidade. É aquilo que existe dentro de nosso coração que faz da nossa vida um paraíso ou um inferno.
Rabino Shabsi Alpern
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domingo, 3 de janeiro de 2010
a verdadeira paz
Têm aparecido várias oportunidades de contar uma fábula. Me lembro que nos últimos dois meses contei pelo menos três vezes para pessoas diferentes. Nítido sinal de que a fábula é para mim, pois eu é que escutei repetidamente da minha própria boca.
De fato, é o que estou buscando: a verdadeira paz. Não a encontrarei quando estiver fazendo aquilo que sempre sonhei; não a encontrarei quando tiver ao meu lado o "homem dos meus sonhos"; não a encontrarei quando me mudar para outro lugar. Ela reside dentro de mim e é dentro de mim que estou escavando, desbravando, escarafunchando. Hei de encontrar pois sou teimosa como uma mula!
A parábola:
De fato, é o que estou buscando: a verdadeira paz. Não a encontrarei quando estiver fazendo aquilo que sempre sonhei; não a encontrarei quando tiver ao meu lado o "homem dos meus sonhos"; não a encontrarei quando me mudar para outro lugar. Ela reside dentro de mim e é dentro de mim que estou escavando, desbravando, escarafunchando. Hei de encontrar pois sou teimosa como uma mula!
A parábola:
Há muito anos, um rei criou um concurso para premiar o artista que melhor captasse, numa pintura, a paz perfeita. Muitos tentaram e, ao final, o rei gostou de apenas duas.
A primeira era um lago calmo e cristalino no qual refletiam-se as imagens das montanhas e árvores que o ladeavam. O céu era de um azul perfeito e todos os que fitavam a pintura enxergavam nela um profundo conteúdo de paz.
A segunda pintura tinha um quebra-mar sobre as rochas escuras e sem vegetação. Do céu enegrecido, pontilhado por raios e trovões, precipitava uma grande tempestade. Definitivamente, essa pintura não revelava nenhum conteúdo de paz e tranquilidade. Mas, quando o rei observou mais atentamente, verificou que no alto das rochas, havia um pequeno arbusto crescendo de uma fenda. Neste arbusto, encontrava-se um pequeno ninho e ali, no meio de toda a turbulência, um pequeno passarinho descansava calmamente.
O rei então escolheu a segunda pintura.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
conselho de nizan guanaes
[...] Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. [...]
Nizan Guanaes é um dos mais importantes publicitários do Brasil.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
fazer upload antes de fazer download
Ou, em outras palavras, inverter o jogo... fazer alguma coisa antes de reclamar.
Confesso: sou uma publicitária de meia pataca e meu pai (jornalista) me corta do testamento se me ouve falando que detesto a mídia. Detesto o que a mídia anda fazendo atualmente: nada de coisas boas, só desgraça. Alguém pode dizer que eles fazem aquilo que vende. Ok, ok... de fato, o povo adora desgraça. Mas será que não é porque... só dão desgraça para ele? A comunicação de massa se acha tão poderosa e tão formadora de opiniões. Não poderia formar opiniões positivas? Graças à Deus tem gente que pensa assim: um artigo interessante do blog Uptade or Die fala do Prêmio Trip Transformadores, criado pela revista Trip. Ele premia gente comum (como eu e você) que foi lá e fez. Vale ler aqui.
Alguém aí lembra do filme "Corrente do Bem"?? Alguém aí sabe dizer se alguém por aí repetiu o que rola no filme, ou seja, fez alguma coisa boa para outra pessoa e pediu para ela repassar essa bondade? Acho IMPOSSÍVEL que ninguém tenha se inspirado no filme. Só que eu não fiquei sabendo de nenhuma iniciativa dessas. Porque não se divulga coisas boas. E eu acredito firmemente que se mais pessoas tivessem acesso a coisas positivas, a iniciativas boas que deram certo, elas se empolgariam e tirariam da gaveta uma ideia legal que sempre tiveram vontade de fazer.
Então vou dar minha cara a bater: propor que se divulgue coisas boas! Você sabe de alguma coisa legal que alguém na sua cidade está fazendo? Divulgue! Não tem onde divulgar? Escreve aqui que eu divulgo!
Você acredita no bem? Eu também! Mas os bons andam muito silenciosos...
Confesso: sou uma publicitária de meia pataca e meu pai (jornalista) me corta do testamento se me ouve falando que detesto a mídia. Detesto o que a mídia anda fazendo atualmente: nada de coisas boas, só desgraça. Alguém pode dizer que eles fazem aquilo que vende. Ok, ok... de fato, o povo adora desgraça. Mas será que não é porque... só dão desgraça para ele? A comunicação de massa se acha tão poderosa e tão formadora de opiniões. Não poderia formar opiniões positivas? Graças à Deus tem gente que pensa assim: um artigo interessante do blog Uptade or Die fala do Prêmio Trip Transformadores, criado pela revista Trip. Ele premia gente comum (como eu e você) que foi lá e fez. Vale ler aqui.
Alguém aí lembra do filme "Corrente do Bem"?? Alguém aí sabe dizer se alguém por aí repetiu o que rola no filme, ou seja, fez alguma coisa boa para outra pessoa e pediu para ela repassar essa bondade? Acho IMPOSSÍVEL que ninguém tenha se inspirado no filme. Só que eu não fiquei sabendo de nenhuma iniciativa dessas. Porque não se divulga coisas boas. E eu acredito firmemente que se mais pessoas tivessem acesso a coisas positivas, a iniciativas boas que deram certo, elas se empolgariam e tirariam da gaveta uma ideia legal que sempre tiveram vontade de fazer.
Então vou dar minha cara a bater: propor que se divulgue coisas boas! Você sabe de alguma coisa legal que alguém na sua cidade está fazendo? Divulgue! Não tem onde divulgar? Escreve aqui que eu divulgo!
Você acredita no bem? Eu também! Mas os bons andam muito silenciosos...
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
autoestima
Há várias maneiras de dizer a mesma coisa. Quanto mais clara e direta for essa maneira - o chamado curto e grosso -, mais sucesso se tem de passar a mensagem. Domingo, assistindo a um dos episódios de Glee, a nova série do canal Fox, ouvi uma maneira espetacular de dizer uma coisa básica, simples e que, na minha opinião, é uma das chaves para um mundo melhor:
Quando acreditamos em nós mesmos não temos que ferrar os outros.
Dá prá arriscar dizer que essa é A chave para um mundo melhor??
Quer saber mais sobre a série Glee? Leia matéria da Folha (aqui).
Quando acreditamos em nós mesmos não temos que ferrar os outros.
Dá prá arriscar dizer que essa é A chave para um mundo melhor??
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
zé pedro tango
adorote!
como a areia aguarda a onda
esperote
como a terra anseia pela chuva
querote
como a flor necessita do vento
precisote
como o vento leva as nuvens
guiasme
como a abelha busca o mel
desejote
como o poeta e as palavras
adorote!
saudade de ti, poeta!
como a areia aguarda a onda
esperote
como a terra anseia pela chuva
querote
como a flor necessita do vento
precisote
como o vento leva as nuvens
guiasme
como a abelha busca o mel
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como o poeta e as palavras
adorote!
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
tesão pela vida é inato?
A definição de inato no Houaiss é: que pertence ao ser desde o seu nascimento; inerente, natural, congênito.
O que você acha?
A pessoa já nasce entusiasmada, empolgada, com tesão pela vida ou isso pode ser desenvolvido?
Ou a pessoa tem tesão ou não tem?
O que você acha?
A pessoa já nasce entusiasmada, empolgada, com tesão pela vida ou isso pode ser desenvolvido?
Ou a pessoa tem tesão ou não tem?
terça-feira, 10 de novembro de 2009
entusiasmo
Recebi o texto abaixo de uma amiga (obrigada, Sil!) há mais de um mês e só li agora. O interessante é que sempre lemos a coisa certa na hora certa...
Gosto de usar a palavra tesão no mesmo sentido do entusiasmo acima. E penso que é bem por aí: quem tem tesão pela vida faz as coisas acontecerem. Coisas absurdamente grandiosas, coisas absurdamente simples. Tanto faz. Porque como eu já repeti aqui, as coisas mais maravilhosas e realmente importantes têm a ver com o significado que nós mesmos damos a elas.
Entusiasmo
A palavra entusiasmo vem do grego (entheosiasmo) e significa "ter um deus dentro de si". Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa entusiasmada era aquela "preenchida" por um dos deuses e por isso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse entusiasmado por Deméter (deusa da Agricultura) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante.
Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano, criar uma realidade ou modifica-la. Portanto, era preciso entusiasmar-se, ou seja, "abrigar um deus em si"! Por isso, as pessoas entusiasmadas acreditam em si, agem com serenidade, alegria e firmeza. E acreditam igualmente nos outros entusiasmados.
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. O entusiasmo é bem diferente do otimismo: otimismo significa esperar que uma coisa dê certo, entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo.
Gosto de usar a palavra tesão no mesmo sentido do entusiasmo acima. E penso que é bem por aí: quem tem tesão pela vida faz as coisas acontecerem. Coisas absurdamente grandiosas, coisas absurdamente simples. Tanto faz. Porque como eu já repeti aqui, as coisas mais maravilhosas e realmente importantes têm a ver com o significado que nós mesmos damos a elas.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
bazar de natal da adote um gatinho!
Gateiras e gateiros: a ONG Adote um Gatinho está promovendo seu segundo bazar de Natal!!
Clique aqui para mais detalhes:
Clique aqui para mais detalhes:
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
pequenos grandes sonhos
Conheci uma pessoa profissionalmente e, depois de várias trocas de e-mails, um tom pessoal começou a aparecer nas mensagens. Fomos "dando corda" para esse lado pessoal e eu acabei presenteada com uma história de vida das mais emocionantes. Ele é um professor universitário conceituadíssimo em sua área que, aos 49 anos, sofreu um infarto e levou um susto da vida, uma vez que sempre se alimentou bem, sempre foi ativo fisicamente e não considerava ser alguém estressado além das medidas.
O infarto acabou sendo o disparador do assunto "sonhos". E ele, em várias mensagens, acabou me falando sobre seus pequenos grandes sonhos. Palavras dele: É, eu tenho buscado essas motivações menores, porque (quando tivermos mais tempo eu te explico com mais detalhes) esgotei as motivações "maiores" (assim desse jeito: entre aspas). Quando pedi que ele me falasse mais sobre as motivações "maiores", recebi isso:
Depois disso, palavras são desnecessárias, não? Só vou complementar com mais uma frase desse professor, dita em um dos tantos e-mails que trocamos:
O infarto acabou sendo o disparador do assunto "sonhos". E ele, em várias mensagens, acabou me falando sobre seus pequenos grandes sonhos. Palavras dele: É, eu tenho buscado essas motivações menores, porque (quando tivermos mais tempo eu te explico com mais detalhes) esgotei as motivações "maiores" (assim desse jeito: entre aspas). Quando pedi que ele me falasse mais sobre as motivações "maiores", recebi isso:
Sou de uma família de retirantes nordestinos que conheceu a pobreza quase extrema. Ainda assim, posso dizer que meu pai conseguiu, a despeito de ser iletrado, sucesso mediano ao conseguir ter oito filhos e fazer vingarem quatro, ao menos, ainda que todos hoje vivendo bem. Sou o último penúltimo deles, embora o último tenha morrido, o que me coloca na condição de caçula. Assim, naquela pobreza toda na qual vivi, inicialmente numa cidadezinha miserável aqui do Rio de Janeiro, meus "grandes" sonhos não passavam de coisas absolutamente comuns para pessoas de classes medianas para cima, mas aparentemente inatingíveis para alguém da minha posição sócio-econômica. Senão, vejamos:
- Idealizei que queria um dia deixar de ser vendedor de laranja em carrinho de mão, jardineiro, carpidor, auxiliar de mecânico, auxiliar de pedreiro, pedreiro, pintor etc. para ter uma formação profissional um pouco mais valorizada, tanto socialmente quanto financeiramente. Consegui!
- Sonhei ter uma oportunidade de trabalho como profissional de nível superior em uma cidade de melhor qualidade de vida do que a que eu morava. Consegui!
- Imaginei um dia ter condições de adquirir bens materiais que proporcionassem a mim e aos meu familiares um pouco mais de conforto (casa própria, carro, goods etc.). Consegui!
- Pensei, uma vez formado, que um dia poderia prestar concurso público numa entidade de ensino e me tornar professor, principalmente com o escopo maior de realizar uma pós-graduação. Consegui!
- Desde a minha s egunda infância imaginava conhecer nosso País, especialmente rincões agrestes, que povoam meus sonhos (já na época aventureiros) e, embora na época me parecesse algo impossível, também alguns lugares fora do Brasil. Consegui!
- Queria um dia ter uma filha com um determinado perfil. Nossa! Ela veio com muito mais do que pedi a Deus!
- Queria conhecer algumas cidades específicas do velho mundo. Já perdi as contas de quantas vezes as visitei e até perdi um pouco o interesse nelas.
- Já adolescente, sonhei um dia morar na Austrália e na Nova Zelândia e mergulhar na Grande Barreira de Corais. Consegui!
Então, como até pra sonhar eu sou comedido, acabei por realizar meus pequenos “grandes” sonhos. Agora, preciso criar outros (quem sabe dessa vez sejam de fato grandes). Enquanto não ocorre, vou realizando os pequenos.
Depois disso, palavras são desnecessárias, não? Só vou complementar com mais uma frase desse professor, dita em um dos tantos e-mails que trocamos:
Tenho um caso de amor à primeira, segunda, terceira... enésima vista com a natureza. Contemplar pores e nasceres do sol é do meu cotidiano. O grande barato é onde e ao lado de quem voce faz isso.
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